Os dois são agentes de programação open source em que você usa o seu próprio modelo, com três avisos de segurança cada em 2026. O Cline começou no VS Code e por padrão pergunta antes de cada edição e cada comando; o OpenCode começou no terminal e por padrão permite edições e comandos de shell. Cada um vende uma assinatura opcional de modelos por cerca de $10 por mês.
O OpenCode e o Cline vendem a mesma promessa, um agente open source que funciona com o modelo que você pagar, mas partem de pontas opostas na questão da aprovação. O README do Cline diz que você aprova cada edição de arquivo e cada comando de terminal por padrão, com cada edição mostrada como diff e salva como checkpoint no VS Code e no JetBrains. A documentação de permissões do OpenCode diz que a maioria das ferramentas, edit e bash incluídas, é permitida por padrão, e ele só pergunta para caminhos fora do projeto, chamadas de ferramenta idênticas repetidas e arquivos .env. O seu agente plan, somente leitura, bloqueia edições, mas, segundo a documentação de agentes, não restringe comandos de shell, a menos que seja configurado.
Os dois cresceram muito além da sua primeira superfície. O OpenCode roda como interface de terminal, app de desktop, extensões para IDE e na web, e chega a mais de 75 provedores pelo Models.dev. O Cline oferece uma extensão para VS Code, um plugin para JetBrains cujo código não é público, uma CLI que roda em modo headless na CI (um git diff enviado a um prompt de revisão é o exemplo do próprio README), um app de desktop e um SDK para Node. Os dois lançam versões sem parar: o OpenCode v1.19.4 saiu em 22 de outubro de 2026, e a extensão v4.1.26 e a CLI 3.0.74 do Cline em 26 de outubro. O OpenCode tem cerca de 221.800 estrelas no GitHub, contra 70.900 do Cline.
Os históricos de segurança têm tamanho parecido e natureza diferente. Os três avisos do OpenCode em 2026 dizem respeito ao seu servidor HTTP local e à interface web, em que um site malicioso podia executar comandos ou disparar a instalação de um pacote. Os três do Cline foram uma publicação comprometida do cline@2.3.0 no npm e sequestros de WebSocket entre origens no seu servidor Kanban (crítico) e no painel Hub. Quanto aos dados, a telemetria do Cline vem ativada por padrão em todos os clientes e, nas requisições pelos provedores Cline e ClinePass, pode incluir prompts e respostas; o OpenCode diz que não armazena código nem contexto, exceto quando você usa os seus modelos gratuitos.
As assinaturas opcionais mostram a diferença de transparência. O OpenCode Go custa $10 ou $40 por mês por 29 modelos e publica os seus limites (20% da franquia mensal a cada cinco horas, 50% por semana), além da retenção por modelo, avisando que dois modelos treinam com os prompts. O ClinePass custa $9,99 por mês por 14 modelos de pesos abertos de seis laboratórios e descreve as suas cotas apenas como duas a cinco vezes os limites de taxa padrão da API. Para quem compra, a promessa do OpenCode Enterprise de não cobrar tokens pelo seu próprio gateway é mais fácil de orçar do que o orçamento sob medida do Cline, enquanto para um desenvolvedor que quer ver cada mudança antes que ela entre, os padrões do Cline não exigem configuração nenhuma.